domingo, 15 de abril de 2012

PESQUISA E PESQUISADORES

Desde o ano de 2007 que o Grupo de Pesquisa NORONHA MULTIFACETADO vem se dedicando ao trabalho de investigação não apenas da História da Ilha de Fernando de Noronha, mas no entorno que cerca a ilha. Seja na percepção sobre a Historiografia insular, cultura e arte, a missão do grupo é ir além dos territórios que a Ciência Histórica proporciona. Num trabalho transdisciplinar o desafio se encontra na articulação dos diversos campos do saber. Contudo, esse desafio vem rendendo produtos positivos, dando ao grupo um estímulo a mais as atividades sobre a Ilha.

Com a admissão em Mestrado e Doutorado, as investigações do grupo possibilitam trabalhar a construção da cidadania noronhense, mas também expandir as questões que cercam na atualidade o debate do próprio governo federal sobre as minorias: mulheres, bem como a segurança e salvaguarda da soberania brasileira nos atos com a diplomacia norte-americana.

Parte dessa equipe e trabalho pode ser observado quando todos os dias (de segunda a sexta-feira, das 8:00 as 12:30h) o Arquivo Publico do Estado de Pernambuco permite a consulta dos seus documentos ao projeto Fernando de Noronha: um cotidiano multifacetado. São diversas as informações encontradas nos documentos sob a guarda desta instituição, que nos permiti trabalhar os diferentes tempos históricos, colados ao nosso presente.

Assim, Grazielle Rodrigues (historiadora ADEFN), Roberta Duarte (mestranda em História UFPE), Claydja Paixão (estagiária ADEFN) e Lise Meireles (estagiária ADEFN) dedicam-se a investigar um cotidiano com muitas faces. Fernando de Noronha: um cotidiano Multifacetado é uma experiencia historica, cujas possibilidades de investigação ainda tem muito a revelar.

sábado, 27 de agosto de 2011

FERNANDO DE NORONHA E O SEU DESVENDAR HISTÓRICO

Trabalhar a historia da Ilha de Fernando de Noronha requer desvendar inúmeras possibilidades de conexão com a construção de Nação Brasileira, e que ainda estava sendo descoberta e cosntruída. Fernando de Noronha, neste momento, era vista como palco para a construção da identidade brasileira, mas cujo destino era servir de "depósito dos desvairados" da sociedade em formação do século XVII.

Noronha era tida como ponto estratégico militar e, neste sentido, era um lugar visado por nações estrangeiras, como objeto de invasão e posse. Essa vontade por ocupa-la encontra eco no sentimento expansionista que permeava a humanidade naquele período de "grandes descobertas", tomando como meta a corrida por conquistar colônias. 

Documentos oficiais da época relatam a presença de estrangeiros de diferentes nações aos arredores do Arquipélago: como os holandeses, no século XVII e franceses e ingleses, no século XVIII. Sob o argumento de "precisão de água" eram tidos pelo o comando oficial como "suspeitos", uma vez que a conjuntura da geopolítica para o Atlântico desaguava em diferentes acordos marítimos de navegação entre os continentes americanos, europeus e africanos. 

Haja vista que Portugal, Espanha e Inglaterra possuíam colônias entre essas dimensões geográficas a presença desses estrangeiros era uma constante; Ora como piratas e corsários, ora com a necessidade de abastecimento para as longas viagens. A verdade é que havia um ar de desconfiança a todos aqueles que se aproximavam da ilha, principalmente a quem era estrangeiro, e isto era acentuado por ser considerada  presidido e lugar de fugas.