quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SELEÇÃO DE ESTÁGIO

O CENTRO DE PESQUISA HISTÓRICA E CULTURAL DE FERNANDO DE NORONHA (CEPEHC-FN), responsável pela coordenação do Grupo de Pesquisa e Estudo Noronha Multifacetado, abre inscrições aos interessados em concorrer a BOLSA/ESTÁGIO. As propostas devem ser apresentadas via internet até o dia 22/08/2013 no endereço cepehcfn@hotmail.com e devem estar em conformidade com as condições estabelecidas no presente Edital.
1 - DISPOSIÇÕES GERAIS:
1.1 - Vigência do Edital: 10 de agosto a 02 de setembro de 2013.
1.2 - Submissão de Propostas: até às 23:00h do dia 22/08/2013.
1.3 – Objetivo: Despertar vocação para os campos das ciências e das carreiras tecnológicas e estimular estudantes de graduação no processo de investigação técnico-científico,mediante sua participação em projetos de pesquisa sobre a história e o patrimônio cultural da ilha de Fernando de Noronha no domínio do método científico. 
1.4 - Requisitos e Compromissos Bolsista:
1) Estar regularmente matriculado em Instituição de Ensino Superior, situada no Estado de Pernambuco;
2) Preferencialmente ser aluno de curso de História;
3) Possuir bom histórico escolar;
4) Dispor de Curriculum Vitae cadastrado eletronicamente no Sistema Lattes de currículos do CNPq, em http://lattes.cnpq.br;  
5) Ter disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais para as atividades de pesquisa, bem como para eventuais viagens;
6) Não acumular a bolsa concedida no âmbito do presente edital com qualquer outra proveniente deste ou de outros órgãos de fomento.
7) Não possuir vínculo empregatício com entidade pública e/ou privada ou outra remuneração regular de qualquer natureza;
8) Apresentar resultados parciais e finais da pesquisa, sob a forma de painel e/ou exposição oral, em eventos científicos e acadêmicos; 
9) Fazer referência à sua condição de bolsista do CEPEHC-FN em trabalhos apresentados e publicações; 
10) Prestar informação, quando solicitado pela INSTITUIÇÃO, durante e após a vigência da bolsa;
11) Apresentar semestralmente relatórios parciais técnico-científico durante a vigência da bolsa; e relatório final detalhado, em até 30 (trinta) dias após o final do período de concessão, acompanhado de parecer do respectivo orientador.
*O bolsista inadimplente em relação à entrega do relatório terá sua bolsa suspensa e não poderá submeter nova proposta em futuras chamadas do CEPEHC-FN.

1.5 - Encaminhamento de Propostas:
 1) Os currículos Lattes Cnpq, bem como o formulário de inscrição (que segue abaixo) deverão ser apresentados via Internet, através do e-mail: cepehcfn@hotmail.com. A documentação complementar constante no item 1.6, deverá ser entregue no ato da entrevista (item 1.10).
1.6 - Documentação complementar:
1) Comprovante de que o candidato está regularmente matriculado em Instituição de Ensino Superior no período de vigência da bolsa;
4) Histórico escolar atualizado; 
5) Cópia do CPF do candidato à bolsa;
6) Cópia da cédula de identidade do candidato à bolsa;
1.7 - Análise e Seleção dos bolsistas: O julgamento obedecerá aos seguintes procedimentos:
a. Preenchimento correto do formulário de inscrição;
b. Entrega de toda documentação (itens 1.4 e 1.6);
c. Conformidade dos dados apresentados na súmula do formulário de inscrição, com os dados do histórico apresentado;
d. Análise e julgamento pelos coordenadores da Instituição de Pesquisa(CEPEHC-FN);
e. O Resultado final será divulgado na home page do CEPEHC-FN: http://centropesquisanoronha.blogspot.com.br
1.8 – Cota: 01 (uma) bolsa.
1.9 – Bolsa: duração de 06 (seis) meses. Carga Horária: 20 (vinte) horas semanais;
1.10 - Cronograma: 
EVENTOS
CRONOGRAMA
Divulgação do Edital
10/08/2013
Submissão das Propostas
até 22/08/2013
Resultado dos selecionados para a entrevista
25/08/2013
Entrega de Documentação Complementar
27/08/2013
Entrevistas
27/08/2013
Divulgação do Resultado final na Home Page http://centropesquisanoronha.blogspot.com.br
A partir de 30/08/2013
Assinatura do Termo de Outorga.
aguardar contato da coordenação

Fernando de Noronha,07 de agosto de 2013.

 
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:

CEPEHC- FN BOLSA - ESTÁGIO


01. IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO

NOME COMPLETO
CPF
ENDEREÇO RESIDENCIAL
BAIRRO
CEP
E-MAIL
MUNICÍPIO
U.F.
TELEFONERESIDENCIAL
TELEFONECOMERCIAL
RAMAL
DATA DE NASCIMENTO (DIA/MÊS/ANO)
MUNICÍPIO DE NASCIMENTO
U. F.
MELHOR ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA:
O CANDIDATO É: ALUNO DE GRADUAÇÃO:
SIM                         NÃO

02. CURSO DO CANDIDATO

NOME DO CURSO ATUAL(ESTUDANTES):
INSTITUIÇÃO
MUNICÍPIO / U. F.
MÊS / ANO DE INÍCIO
CONCLUSÃO PREVISTA (MÊS/ANO)

03. PERÍODO QUE O CANTIDATO PRETENDE DEDICAR AO PROJETO

SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
SÁBADO
HORÁRIO


04. TERMO DE COMPROMISSO

DECLARO CONHECER E CONCORDAR , PARA TODOS OS EFEITOS E CONSEQÜENTEMENTE DE DIREITO, COM AS NORMAS GERAIS DESTE EDITAL PARA A CONCESSÃO DA BOLSA/ESTÁGIO FIXADAS PELO CEPEHC-FN E ASSUMO O COMPROMISSO DE CUMPRÍ-LAS
LOCAL
DATA
ASSINATURA DO CANDIDATO

INSTRUÇÕES
Enviar 01 (uma) cópia via internet ao endereço eletrônico:cepehcfn@hotmail.com
CEPEHC-FN – R. Pinto Branco, s/n. Vila do Trinta. Fernando de Noronha – PE. Cep: 53990-000.

DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO
1. Formulário de inscrição preenchido e assinado;
2. cópia do CPF do solicitante;
3. cópia do RG do solicitante;
4. Curriculum Lattes-Cnpq ;
5. histórico escolar.

domingo, 15 de abril de 2012

PESQUISA E PESQUISADORES

Desde o ano de 2007 que o Grupo de Pesquisa NORONHA MULTIFACETADO vem se dedicando ao trabalho de investigação não apenas da História da Ilha de Fernando de Noronha, mas no entorno que cerca a ilha. Seja na percepção sobre a Historiografia insular, cultura e arte, a missão do grupo é ir além dos territórios que a Ciência Histórica proporciona. Num trabalho transdisciplinar o desafio se encontra na articulação dos diversos campos do saber. Contudo, esse desafio vem rendendo produtos positivos, dando ao grupo um estímulo a mais as atividades sobre a Ilha.

Com a admissão em Mestrado e Doutorado, as investigações do grupo possibilitam trabalhar a construção da cidadania noronhense, mas também expandir as questões que cercam na atualidade o debate do próprio governo federal sobre as minorias: mulheres, bem como a segurança e salvaguarda da soberania brasileira nos atos com a diplomacia norte-americana.

Parte dessa equipe e trabalho pode ser observado quando todos os dias (de segunda a sexta-feira, das 8:00 as 12:30h) o Arquivo Publico do Estado de Pernambuco permite a consulta dos seus documentos ao projeto Fernando de Noronha: um cotidiano multifacetado. São diversas as informações encontradas nos documentos sob a guarda desta instituição, que nos permiti trabalhar os diferentes tempos históricos, colados ao nosso presente.

Assim, Grazielle Rodrigues (historiadora ADEFN), Roberta Duarte (mestranda em História UFPE), Claydja Paixão (estagiária ADEFN) e Lise Meireles (estagiária ADEFN) dedicam-se a investigar um cotidiano com muitas faces. Fernando de Noronha: um cotidiano Multifacetado é uma experiencia historica, cujas possibilidades de investigação ainda tem muito a revelar.

sábado, 27 de agosto de 2011

FERNANDO DE NORONHA E O SEU DESVENDAR HISTÓRICO

Trabalhar a historia da Ilha de Fernando de Noronha requer desvendar inúmeras possibilidades de conexão com a construção de Nação Brasileira, e que ainda estava sendo descoberta e cosntruída. Fernando de Noronha, neste momento, era vista como palco para a construção da identidade brasileira, mas cujo destino era servir de "depósito dos desvairados" da sociedade em formação do século XVII.

Noronha era tida como ponto estratégico militar e, neste sentido, era um lugar visado por nações estrangeiras, como objeto de invasão e posse. Essa vontade por ocupa-la encontra eco no sentimento expansionista que permeava a humanidade naquele período de "grandes descobertas", tomando como meta a corrida por conquistar colônias. 

Documentos oficiais da época relatam a presença de estrangeiros de diferentes nações aos arredores do Arquipélago: como os holandeses, no século XVII e franceses e ingleses, no século XVIII. Sob o argumento de "precisão de água" eram tidos pelo o comando oficial como "suspeitos", uma vez que a conjuntura da geopolítica para o Atlântico desaguava em diferentes acordos marítimos de navegação entre os continentes americanos, europeus e africanos. 

Haja vista que Portugal, Espanha e Inglaterra possuíam colônias entre essas dimensões geográficas a presença desses estrangeiros era uma constante; Ora como piratas e corsários, ora com a necessidade de abastecimento para as longas viagens. A verdade é que havia um ar de desconfiança a todos aqueles que se aproximavam da ilha, principalmente a quem era estrangeiro, e isto era acentuado por ser considerada  presidido e lugar de fugas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fernando de Noronha e a Guerra Fria: cotidiano

Anos depois de extinta a colônia correcional (1938), veio a Segunda Guerra Mundial, em 1942. Fernando de Noronha se tornava área de segurança para os Aliados (Estados Unidos, Inglaterra, França e Brasil). Era transformada em Território Federal, em 1943, “por imperativo de defesa”, e passou a ser subordinada ao Ministério do Exército até os finais de 1988.
           Mas foi com o período do pós-guerra e o encrudescimento da Guerra Fria que se instalava o POT, que quer dizer Posto de Observação dos Teleguiados, algo coordenado pelo governo americano. Na ilha, pacata cercada por natureza, era instalada uma base que serviria para o monitoramento de mísseis lançados no cabo Canaveral – Flórida. As ruínas dessa base ainda se encontram pela ilha e considerada por estudiosos como um importante patrimônio material a história do Brasil desse tempo. O pesquisador Tácito Rolim relata que "a estação de Fernando de Noronha representa a materialização de um dos momentos mais visíveis e tangíveis das relações entre o Brasil e os EUA depois da Segunda Guerra. Não há, no Brasil, nenhuma outra estrutura que simbolize tão bem a “Guerra Fria” e seus subprodutos – a Corrida Armamentista e Espacial – como a estação de rastreio de Fernando de Noronha".
Boa parte das pessoas consideradas cinqüentenária na ilha desembarcaram justamente neste período para ir trabalhar com esses estrangeiros.
A época militar é vista, na atualidade, pelos moradores insulares, como uma época em que a disciplina era fator sine qua non para a organização militar. Mas também de muita comunhão. “Um acodia o outro na hora da precisão”, alguém me relata. Seu Burra Leiteira, por exemplo, matava parte da sua criação e distribuía com os demais.
Tempos difíceis ao abastecimento e aquisição de gêneros alimentícios, iluminação e circulação na Ilha. Compartilhar uma simples geladeira pode ser tomado como um símbolo identitário que os unia e os classificava como iguais e semelhantes. A ordem estabelecida entre eles era a ajuda mútua.
Nos relatos de memória colhidos pelo projeto VOZES: RELATOS DE UM TEMPO alguns se referem a este momento da história noronhense com saudosismo. A economia era regulamentada pelos militares que proibiam os moradores de ter o seu próprio negócio. O hotel, a padaria, o supermercado, posto de gasolina, etc. todos pertenciam ao Exército que também determinava os preços das mercadorias. Sendo assim, naturalmente, todo mundo era empregado do Exército e dependia financeiramente dele, não constando registros de desemprego.
        Às 22:00h havia o toque de recolher e a energia era cortada, por motivo de racionamento. Segundo relatos: "as oito horas... num saia mais ninguém de casa... Só tinha luz até meia-noite... a luz se apagava, que a luz era até meia noite... Tinha iluminação, mas pouquinha, só na Vila. Num é como hoje... Assim, tudo aceso. Era um motorzinho pequeno".
Algumas dessas pessoas ainda vivem pela Ilha. Consideradas moradores cinqüentenários, são homenageadas por terem dado a juventude em troca de construírem uma ilha de sonhos. As falas dos que viveram esse momento da historia noronhense ainda se apresentam em personagens de rostos e nomes e que compõem a memória de Fernando de Noronha, tomada como uma das características a identidade de lá.
          Chegados por volta da década de 1940, muitos estavam contratados ao trabalho como pedreiros, mecânicos, soldador, ajudantes de cozinha, serviços gerais, serviços domésticos, lavradores, boa parte a serviço do comando da ilha.
         Seu Cesário, por exemplo, chegara por volta dos anos de 1947, acompanhando o pai, Manuel Cesário da Costa, que estava a serviço do comando do Exército. Eles foram um dos responsáveis pela reforma do palácio dos Governadores, hoje conhecido como Palácio de São Miguel, adicionando o 1o andar na sua arquitetura. Tempos depois (em 1950), conheceu Ana Martins da Costa, Dona Nanete, que fora a ilha para visitar seu irmão, sargento do Exército Martins. Cesário e Nanete se casaram em 1956 e estão juntos desde então.
            O Sargento Agostinho Alves Martins foi a Noronha por motivos da 2ª guerra. Acompanhado por um contingente de 3000 homens, se fez presente no dito lugar por força bélica. Terminada a guerra foi a natal, casou-se com Josefa Carneiro, Dona Miroza, e a levou para morar com ele na Ilha.
            Já Dona Nice, fazia parte da família de Seu Júlio Grande e Dona Prazeres. Tido como importante personagem da história local, Seu Júlio descia 20, 25metros de profundidade (em apneia) a caça de lagostas no fundo do mar. Exímio pescador teve uma vida simples, como tantos outros personagens aqui narrados. Dona Nice conhecera seu Francisco de Oliveira, Seu Chiquito, em 1958, que chegara a Noronha através do irmão que a habitava desde 1952, e logo que aportou no dito lugar foi trabalhar na construção da base americana instalada em 1957.
         Tem também o seu Davi Cordeiro, o mais antigo da ilha. Nascera em 1932. Seu pai, Antônio Alves Cordeiro, chegara por volta de 1922, para cumprir pena de justiça.
         Seu Alvino Lucena chegara nos anos de 1946 (31 de dezembro). Trabalhava como eletricista e ajudante de ferreiro. Foi parar na ilha, através de um amigo, trabalhador da secretaria do presídio, e que “via Noronha como uma forma de se empregar e ganhar um dinheiro”. Por volta de 1949, conhecera Dona Maria, que foi parar em Noronha acompanhando uma família. Ao ver Seu Lucena “foi amor a primeira vista”. Mas o casamento deles foi algo peculiar: casaram as escondidas ou como ela mesma fala “casei fugida da minha família”. Esse fato teve a tutela de seu Zé Martins, considerado o nosso representante da força expedicionária brasileira na 2ª guerra.
        Seu José Martins tem a sua passagem na ilha iniciada pelo seu pai em 1921, o Galo Branco. Cangaceiro de Lampião chegara na ilha por comprimento de pena de justiça. Foi nesse ambiente que Zé Martins aos 04 anos de idade cresce e se ver imerso num oceano de verde esmeralda. Trabalhava com o pai para a companhia francesa quando foi convocado a servir o Exército na 2ª guerra mundial. Terminada a guerra, e voltando de uma viagem a Natal, no Rio Grande do Norte, conhecera dona Dulce por volta de 1949. Dona Dulce se dirigia a ilha a passeio: “estava indo a casa do padrinho Alencar que era sargento do exército quando me deparei com o Zé”. Infelizmente, esse personagem falecera em setembro de 2008.
Em 1987, a administração do arquipélago passou para o comando do Ministério do Interior. Fernando César Mesquita foi o 1º administrador civil nesse período. No ano seguinte, mesmo havendo uma grande mobilização por parte dos moradores insulares, Pernambuco se viu novamente com a guarda da ilha, tornando-a Distrito Estadual, deixando assim, os 46 anos de Território Federal (1942 – 1988).
Esse tempo histórico da Ilha de Fernando de Noronha encontra-se registrado no livro NORONHA EM POUCAS PALAVRAS de autoria de Grazielle Rodrigues. História e memórias de um tempo saudoso e ávido por ser relatado.

domingo, 17 de julho de 2011

A ILHA SOB A POSSE DOS LORONHA’S

          A vida na Ilha dos Loronha’s começava a ser traçada a partir das relações mercantis que se faziam presentes no mundo moderno. Não era a toa que por muitas e muitas vezes se lançaram ao mar homens com destinos a mundos desconhecidos, mas com um único objetivo: a busca por ouro, prata e pedras preciosas. Esses objetos cobiçados eram determinantes aos cofres das nações européias, detentoras do capital naquela época. E essa imagem não fugia do cotidiano de Fernão de Loronha, que para garantir comércio no mundo novo conquistado, no caso a Terra de Santa Cruz, adquiria como barganha de um tratado comercial a posse de uma terra sem ligação cultural ou de herança com ele. Há quem diga, inclusive, que Loronha nunca aportara pelos mares de cá.
          O historiador Hélio Vianna em sua obra intitulada História do Brasil nos traz a informação que
Verificada, na primeira exploração de 1501/1502, a existência, na nova terra, de pau-brasil, útil à indústria de tintas, resolveu-se em Portugal o arrendamento de sua extração a mercadores de Lisboa, que também se comprometeram a explorar... um dos arrematantes do contrato, o rico cristão-novo Fernão de Loronha, preparou a frota que sob seu comando, ou de outrem, por sua conta, ou com a associação de outros mercadores, veio ao Brasil em 1503... o que positivamente sabemos é que em conseqüência dessa viagem, a 16 de janeiro de 1504 doou D. Manuel I a Fernão de Loronha a ilha de São João... foi essa aliás a primeira capitania hereditária do Brasil, que logo tomou o nome de seu donatário. 
           Rico empreendedor, comerciante e armador, natural das Astúrias, Loronha era representante do banqueiro Jakob Fugger na Península Ibérica. E juntamente com outros cristãos-novos, comerciantes portugueses, obteve concessão para explorar os recursos naturais do Brasil durante três anos. O consórcio financiou a expedição de Gonçalo Coelho nesse mesmo ano.
  Em 1506, Loronha e os sócios extraíram das novas terras mais de 20 mil quintais de pau-brasil, vendidos em Lisboa com um lucro de 400% a 500%. Em 1511, associado a Bartolomeu Marchioni, Benedito Morelli e Francisco Martins, participou da armação da nau Bretoa, que a 22 de julho retornou a Portugal com uma carga de 5 mil toras de pau-brasil, animais exóticos e 40 escravos, mulheres em sua maioria.
  O fato é que o conjunto de ilhas constituía o primeiro ponto, ou experiência, econômica em forma de capitania no novo mundo. E esse feito acontecia muito antes da efetiva organização hereditária na colônia luso-americana, que aconteceria entre os anos de 1534 e 1536. A ilha permaneceu em posse dos Loronha até 1700, quando D. Pedro I, em carta régia de 24 de janeiro, determinou a sua anexação a capitania de Pernambuco.
  Fidalgo português de descendência britânica, Fernão de Loronha converteu-se ao cristianismo provavelmente para escapar da inquisição e também garantir a sua presença no dito comércio. Liderou o consórcio de exploração do pau Brasil nas novas terras portuguesas mediante tributos à coroa, enviando seis navios por ano para tal fim.

Os registros até então encontrados a respeito dessa família cujo brasão foi conseguido pelos muitos serviços prestados ao El Rei D. Manoel, revelam a falta de interesse em povoar, explorar, tampouco desenvolver alguma atividade. Muito mais interessados pela política que os envolvia em Portugal, a Ilha que em 1737 começava a ser reconhecidamente chamada pelo nome de seu proprietário, ficou a mercê de outros povos e nações.

ATIVIDADES DO CENTRO DE PESQUISA

Cabe ao CEPEHC, cadastrar e prestar homenagens aos moradores que vivem em Noronha há mais de 50 anos, homenageando-os todos os anos. Merece destaque, também, os Ciclos de Palestras, as apresentações de trabalhos sobre o tempo prisional da Ilha, em eventos científicos, e as Oficinas Histórico-Culturais para os Condutores de Turismo. As informações dos trabalhos realizados pelo CEPEHC também ajudaram na elaboração do Plano de Ação para as Cidades Históricas de Fernando de Noronha (PAC-FN), em 2009. Ao todo são sete (07) pesquisadores, que se dedicam ao trabalho voluntário de pesquisa, em três frentes de trabalho: uma nas dependências do Arquivo Público Jordão Emerenciano-Apeje-PE (documentos), outra na ilha de Fernando de Noronha (trabalho de campo), e o grupo de estudo (pesquisa). O trabalho realizado no APEJE é uma das maiores intervenções realizadas em torno do patrimônio documental da historia de Pernambuco e da ilha de Fernando de Noronha. Algo que não seria possível sem a cooperação do Arquivo Público, Administração de Fernando de Noronha e o Centro de Pesquisa. Dentro das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Noronha Multifacetado destacamos: 1 -FERNANDO DE NORONHA: um cotidiano multifacetado – que tem como uma das metas revisitar a história administrativa e prisional da ilha de Fernando de Noronha, tomando como fonte de investigação documentos que se encontram no Arquivo Público do Estado de Pernambuco (Apeje-PE); 2-PROJETO VOZES: relatos de um tempo – tendo como um dos objetivos resgatar e salvaguardar parte da memória da ilha de Fernando de Noronha entre os séculos XX e XXI e que já nos renderam a participação por tres anos seguidos na homenagem aos moradores antigos da ilha em dezembro de 2007, 2008 e 2009; 3 - PELAS ESTRADAS DE NORONHA – cujo objetivo é integrar as diversas falas sobre a história da ilha sejam essas escritas ou orais (por quem a viveu), deixando que as estradas construídas por pretas pedras nos mostrem esses lugares da história;4 - Uma Outra história de NORONHA - revisitar a história da ilha de Fernando de Noronha a partir dos olhares das crianças e adolescentes moradores da mesma, como um caminho à prática historiográfica.Através desses trabalhos e em consonância com o art. 216 da Constituição Federal de 1988, sobre patrimônio cultural; o Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, sobre proteção do patrimônio; e o eixo 4, item 4 das deliberações da 1ª. Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco que recomenda “...mapear, registrar, tombar e preservar o patrimônio histórico arqueológico documental material e imaterial”, pretendemos promover a salvaguarda de parte da memória e da história da Ilha, como mais um veículo a preservação de uma memória insular construção de cidadãos cônscio de seus direitos e deveres sociais, bem como fomentar um sentimento de apreciação de nossa própria história e do patrimônio nacional e disponibilizando às futuras gerações os registros que espelham as múltiplas histórias da Ilha.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

RESULTADO DA 1ª ETAPA - SELEÇÃO ESTAGIO CEPEHC-FN

DATAS DAS ENTREVISTAS:

04.07.2011 - 10:00H
Clarissa Corrêa Lira
Daniela Viana
Isabela Dias
Lise Meireles
Monike Moura

05.07.2011 - 10:00H
Nathalie Aparecida
Pedro Felipe Avelino da Silva Lira
Rosana Maria dos Santos

OBS.: Todas as entrevistas ocorrerão nas dependencias do Anexo do Arquivo Público Jordão Emerenciano. Rua Imperial, 1069. Bairro de São José. Recife. Setor dos Manuscritos, 1º Andar. Procurar Roberta Duarte.

domingo, 12 de junho de 2011

SELEÇÃO DE ESTÁGIO

O CENTRO DE PESQUISA HISTÓRICA E CULTURAL DE FERNANDO DE NORONHA (CEPEHC-FN), responsável pela coordenação do Grupo de Pesquisa e Estudo Noronha Multifacetado, abre inscrições aos interessados em concorrer a BOLSA/ESTÁGIO. As propostas devem ser apresentadas via internet até o dia 26/06/2011 no endereço cepehcfn@hotmail.com e devem estar em conformidade com as condições estabelecidas no presente Edital.
1 - DISPOSIÇÕES GERAIS:
1.1 - Vigência do Edital:  01 de junho de 2011 a 02 de agosto de 2011.
1.2 - Submissão de Propostas: até às 23:00h do dia 26/06/2011.
1.3 – Objetivo: Despertar vocação para os campos das ciências e das carreiras tecnológicas e estimular estudantes de graduação no processo de investigação técnico-científico, mediante sua participação em projetos de pesquisa sobre a história e o patrimônio cultural da ilha de Fernando de Noronha no domínio do método científico. 
1.4 - Requisitos e Compromissos Bolsista:
1) Estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior, situada no Estado de Pernambuco;
2) Preferencialmente ser aluno de curso de História;
3) Possuir bom histórico escolar;
4) Dispor de Curriculum Vitae cadastrado eletronicamente no Sistema Lattes de currículos do CNPq, em http://lattes.cnpq.br; 
5) Ter disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais para as atividades de pesquisa, bem como para eventuais viagens;
6) Não acumular a bolsa concedida no âmbito do presente edital com qualquer outra proveniente deste ou de outros órgãos de fomento.
7) Não possuir vínculo empregatício com entidade pública e/ou privada ou outra remuneração regular de qualquer natureza;
8) Apresentar resultados parciais e finais da pesquisa, sob a forma de painel e/ou exposição oral, em eventos científicos e acadêmicos; 
9) Fazer referência à sua condição de bolsista do CEPEHC-FN em trabalhos apresentados e publicações; 
10) Prestar informação, quando solicitado pela INSTITUIÇÃO, durante e após a vigência da bolsa;
 11) Apresentar semestralmente relatórios parciais técnico-científico durante a vigência da bolsa; e relatório final detalhado, em até 30 (trinta) dias após o final do período de concessão, acompanhado de parecer do respectivo orientador.
 *O bolsista inadimplente em relação à entrega do relatório terá sua bolsa suspensa e não poderá submeter nova proposta em futuras chamadas do CEPEHC-FN.
 1.5 - Encaminhamento de Propostas:
 1) Os currículos Lattes Cnpq, bem como o formulário de inscrição (que segue abaixo) deverão ser apresentados via Internet, através do e-mail: cepehcfn@hotmail.com
 A documentação complementar constante no item 1.6, deverá ser entregue no ato da entrevista (item 1.10).
1.6 - Documentação complementar:
1) Comprovante de que o candidato está regularmente matriculado em Instituição de Ensino Superior no período de vigência da bolsa;
4) Histórico escolar atualizado; 
5) Cópia do CPF do candidato à bolsa;
6) Cópia da cédula de identidade do candidato à bolsa;
1.7 - Análise e Seleção dos bolsistas: O julgamento obedecerá aos seguintes procedimentos:
a. Preenchimento correto do formulário de inscrição;
b. Entrega de toda documentação (itens 1.4 e 1.6);
c. Conformidade dos dados apresentados na súmula do formulário de inscrição, com os dados do histórico apresentado;
d. Análise e julgamento pelos coordenadores da Instituição de Pesquisa(CEPEHC-FN);
e. O Resultado final será divulgado na home page do CEPEHC-FN: http://noronhamultifacetado.multiply.com
1.8 – Cota: 01 (uma) bolsa.
1.9 – Bolsa: duração de 06 (seis) meses. Carga Horária: 20 (vinte) horas semanais;
1.10 - Cronograma:
EVENTOS
CRONOGRAMA
Divulgação do Edital
01/06/2011
Submissão das Propostas
até 26/06/2011
Resultado dos selecionados para a entrevista
27/06/2011
Entrega de Documentação Complementar
04/07/2011
Entrevistas
04/07/2010
Divulgação do Resultado final na Home Page http://noronhamultifacetado.multiply.com
A partir de 06/07/2011
Assinatura do Termo de Outorga.
aguardar contato da coordenação

Fernando de Noronha, 01 de junho de 2011.


FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:

CEPEHC- FN BOLSA - ESTÁGIO


01. IDENTIFICAÇÃO DO CANDIDATO


NOME COMPLETO
CPF
ENDEREÇO RESIDENCIAL
BAIRRO
CEP
E-MAIL
MUNICÍPIO
U.F.
TELEFONE RESIDENCIAL
TELEFONE COMERCIAL
RAMAL
DATA DE NASCIMENTO (DIA/MÊS/ANO)
MUNICÍPIO DE NASCIMENTO
U. F.
MELHOR ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA:
O CANDIDATO É: ALUNO DE GRADUAÇÃO:
SIM                         NÃO

02. CURSO DO CANDIDATO

NOME DO CURSO ATUAL (ESTUDANTES):
INSTITUIÇÃO
MUNICÍPIO / U. F.
MÊS / ANO DE INÍCIO
CONCLUSÃO PREVISTA (MÊS/ANO)

03. PERÍODO QUE O CANTIDATO PRETENDE DEDICAR AO PROJETO

SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
SÁBADO
HORÁRIO
8:00h – 12:00h
8:00h – 12:00h
8:00h – 12:00h
8:00h – 12:00h
8:00h – 12:00h

04. TERMO DE COMPROMISSO

DECLARO CONHECER E CONCORDAR , PARA TODOS OS EFEITOS E CONSEQüENTEMENTE DE DIREITO, COM AS NORMAS GERAIS DESTE EDITAL PARA A CONCESSÃO DA BOLSA/ESTÁGIO FIXADAS PELO CEPEHC-FN E ASSUMO O COMPROMISSO DE CUMPRÍ-LAS
LOCAL
DATA
ASSINATURA DO CANDIDATO

INSTRUÇÕES
Enviar 01 (uma) cópia via internet ao endereço eletrônico: cepehcfn@hotmail.com
CEPEHC-FN – R. Pinto Branco, s/n. Vila do Trinta. Fernando de Noronha – PE. Cep: 53990-000.

DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO
1. Formulário de inscrição preenchido e assinado;
2. cópia do CPF do solicitante;
3. cópia do RG do solicitante;
4. Curriculum Lattes-Cnpq ;
5. histórico escolar.